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Entidades da Ufac divulgam nota de repúdio após agressão a estudante e cobram revisão de protocolos de segurança

Campus da Ufac em Rio Branco/Foto: Altino Machado

O Centro Acadêmico de Pedagogia e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Acre divulgaram, na tarde de terça-feira (3), nota pública em que manifestam “veemente repúdio” a uma agressão sofrida por uma estudante nas proximidades da entrada do campus, em Rio Branco.

De acordo com o relato apresentado pelas entidades, o episódio ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2026. A aluna estaria sentada em um dos bancos próximos ao acesso principal da universidade quando foi abordada por um homem desconhecido. A situação, segundo o documento, evoluiu para ameaças e agressões físicas, com golpes direcionados à região da cabeça. O socorro teria sido prestado por pessoas que transitavam pelo local, evitando consequências mais graves.

Na manifestação, o Centro Acadêmico de Pedagogia afirma que recebeu informações sobre alegada impossibilidade de intervenção por parte da equipe de segurança institucional sob a justificativa de que a área seria considerada fora do limite formal de atuação. O ponto é tratado como motivo de “profunda preocupação” quanto às condições de proteção oferecidas à comunidade acadêmica.

O texto sustenta que a universidade, enquanto instituição pública, tem o dever de garantir ambiente minimamente seguro a estudantes, docentes e servidores, citando como fundamento a proteção ao direito à vida, à segurança e à integridade física. As entidades questionam se delimitações territoriais podem justificar ausência de resposta diante de risco iminente.

No documento, o Centro Acadêmico e o DCE informam ter buscado diálogo com a Reitoria e com setores responsáveis pela administração da universidade. Entre as reivindicações estão esclarecimento formal sobre os protocolos de segurança vigentes e sobre as orientações repassadas à empresa terceirizada responsável pela vigilância, revisão das diretrizes de atuação para priorizar o socorro e a proteção à vida nas imediações do campus e adoção de medidas estruturais, como reforço da iluminação e da segurança em áreas externas.

A nota destaca ainda que o curso de Pedagogia é majoritariamente composto por mulheres e aponta que estudantes desse perfil estariam mais expostas a situações de violência em espaços públicos.

Até o momento, a administração da universidade não havia se pronunciado oficialmente sobre o conteúdo da manifestação.

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