Edvaldo cobra explicações sobre licitação para construção da 5ª ponte no Rio Acre

Assessoria

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou um requerimento nesta terça-feira (10/3) à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre, para que os secretários de Estado Jonathan Donadoni, da Casa Civil, e Egleuson Araújo Santiago, da Habitação e Urbanismo, expliquem a respeito do processo licitatório para a construção da 5ª ponte sobre o Rio Acre. A obra será erguida com recursos do Fonplata e ligará os bairros Aeroporto Velho e Quinze, em Rio Branco.

“Como se trata de um recurso que essa Casa aprovou, um empréstimo internacional, junto ao Fonplata, eu apresentei um requerimento muito simples, mas que pode botar luz: a cópia integral de todo o processo. Com esta cópia em mãos, saberemos o que foi apresentado de forma comprobatória de acervo, por que foi negado, num primeiro momento? E se algo foi apresentado e por que provocou a mudança de decisão por parte dos que analisam esse processo?”, disse Edvaldo Magalhães.

O parlamentar explicou que não é de hoje que há indícios de que o processo pode estar eivado de vícios. “Desde o final do ano passado, murmurinhos e depois publicações que se avolumaram no início deste ano dão conta de uma possível grande fraude que poderá estar em construção e na fase final de ocorrer na licitação da nova ponte sobre o Rio Acre. Isso já foi abordado de forma jornalística pelo jornalista Leonildo Rosas, e hoje foi abordada com uma riqueza enorme de detalhes na Coluna Trica e Fruticas do ac24 horas. Trata-se de uma disputa entre duas empresas, uma registrada no Rio de Janeiro e uma segunda de Minas Gerais, que disputam nesse momento sob quem atende do ponto do acervo técnico as condições que foram publicadas no edital. E olha que coisa interessante. Veja o tamanho da fumaça, indicando que, em havendo fumaça, há fogo, de que o parecer técnico negou a uma das concorrentes, que ela atenderia as exigências de acervo publicadas no edital, milagrosamente, sem que dentro do Processo SEI fosse juntada nenhuma documentação, o parecer que negou, apareceu num belo dia, dizendo: ‘esqueça o que escrevi, o que eu disse, faz de conta que você não leu”, ressaltou.

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