O custo da cesta básica em Rio Branco chegou a R$ 631,83 em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor corresponde a 42,14% do salário mínimo líquido, mostrando o peso da alimentação básica no orçamento das famílias da capital acreana.
De acordo com o estudo, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar cerca de 85 horas e 45 minutos para conseguir comprar todos os itens da cesta básica em Rio Branco.
Mesmo com o alto impacto no orçamento das famílias, os dados mostram que a capital do Acre está entre as cidades com cestas básicas relativamente mais baratas do país. Em fevereiro, a cesta mais cara foi registrada em São Paulo, onde o conjunto de alimentos custou R$ 852,87. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com R$ 826,98, e Florianópolis, com R$ 797,53.
Na Região Norte, além de Rio Branco, outras capitais também registraram valores menores em comparação com o Sul e o Sudeste. Em Porto Velho a cesta custou R$ 601,69, enquanto em Manaus chegou a R$ 628,90. Já em Boa Vista o valor foi de R$ 659,19, em Macapá de R$ 660,76 e em Belém de R$ 674,12.
O levantamento também apontou variações no preço de alimentos importantes entre janeiro e fevereiro de 2026. O feijão teve aumento em 26 capitais pesquisadas, resultado de uma oferta mais restrita e dificuldades no período de colheita. Por outro lado, itens como óleo de soja, açúcar, café e arroz apresentaram queda de preço em várias cidades, influenciados principalmente pela maior oferta e expectativas positivas de safra.
Já a carne bovina de primeira registrou aumento em 20 capitais brasileiras. Segundo a pesquisa, o movimento foi provocado pela menor disponibilidade de animais prontos para abate e pelo bom desempenho das exportações, que mantém a demanda elevada no mercado.
Com base no custo da cesta mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese também calcula mensalmente qual deveria ser o salário mínimo necessário para garantir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer. Em fevereiro de 2026, esse valor foi estimado em R$ 7.164,94, o equivalente a 4,42 vezes o salário mínimo vigente.
A pesquisa do Dieese considera dados coletados em 27 capitais brasileiras, ampliando a análise sobre o custo da alimentação básica e permitindo comparar a realidade econômica das diferentes regiões do país.
