O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou nas redes sociais que deixou o Partido Liberal (PL) após a sigla não apoiar sua candidatura ao governo do Acre nas eleições deste ano. Na publicação, feita no início da noite desta sexta-feira, 6, o gestor também direcionou uma mensagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No texto, Bocalom afirmou que a decisão não partiu de sua vontade, mas ocorreu após entendimento da direção partidária local, posteriormente confirmado pela executiva nacional.
“Me perdoem, queridos Bolsonaro e Michelle! Chega um momento em que a gente entende que alguns caminhos se encerram, mesmo quando o respeito e a admiração continuam. Deixo o PL não porque assim eu queria, mas porque o partido local entendeu e me notificou, sendo depois sancionado pela executiva nacional”, escreveu.
O prefeito explicou que, diante da decisão de que não disputaria o governo do Acre pela legenda, avaliou que não havia mais espaço para permanecer no partido. “Diante da decisão de que eu não disputaria o governo do Acre pelo partido, entendi que não havia mais espaço para que eu continuasse naquele projeto político. Fazer o quê?”, afirmou.
Na mesma publicação, Bocalom também reiterou sua identificação com a direita e sua trajetória política, mencionando o período em que integrou a antiga Arena. “Sou de direita desde sempre, desde os tempos da antiga Arena. Meu respeito e apreço pela história, pela coragem e pelo que vocês representam para milhões de brasileiros continuam os mesmos”, declarou, dirigindo-se a Bolsonaro e Michelle.
Ao final da mensagem, o prefeito afirmou que seguirá alinhado politicamente ao ex-presidente e à ex-primeira-dama. “Contem sempre com o meu apoio. Seguimos na mesma luta, pelo Brasil, pelo Acre e pelos valores em que acreditamos”, concluiu.
Após a negativa do PL para sua candidatura ao governo divulgada na última terça-feira, 3, Bocalom informou que já iniciou conversas com outras siglas e que deverá anunciar em breve por qual partido pretende disputar o Palácio Rio Branco nas eleições de 2026.

