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Bocalom fica sem legenda às vésperas da eleição pela 4ª vez; Bittar leva a melhor sobre o prefeito em 2 ocasiões

OMELETE

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), tentou fazer uma omelete sem quebrar os ovos. Na política, isso simplesmente não existe. Não há como estar, ao mesmo tempo, em um projeto político antagonista ao do senador Márcio Bittar (PL) e esperar contar com o apoio dele.

CAMINHO

Bittar já havia escolhido o caminho. O PL também. A legenda deixou claro, oficialmente, que não pretendia entrar na disputa pelo governo do Acre. Mesmo assim, Bocalom resolveu levar a situação adiante.

BRASÍLIA

O prefeito foi até a executiva nacional do PL tentar reverter o cenário. Ao voltar, disse que o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, teria ficado “muito triste” com a situação. Nos bastidores, porém, a decisão já estava tomada, e ele sabia muito bem disso.

O ÓBVIO

Ontem, Bocalom gravou um vídeo para anunciar aquilo que praticamente todo o meio político já sabia: o PL não dará legenda para que ele dispute o governo. A novela apenas chegou ao desfecho previsível e com sabor de “vale a pena ver de novo”. Foi a quarta vez que ele passou por isso e a segunda em que Márcio Bittar leva a melhor sobre ele.

QUARTA VEZ

Na coletiva, o prefeito disse não entender por que já é a quarta vez que lhe retiram a legenda às vésperas de uma eleição. Será que não sabe?

EXPLICAÇÃO

A resposta é mais simples do que parece. Os projetos pessoais de Bocalom nem sempre coincidem com as diretrizes das siglas. Na política, partidos até toleram divergências. O que raramente aceitam é disputar projetos que não são os seus.

VELHO ENREDO

Não é a primeira vez que Tião Bocalom e o senador Márcio Bittar não cabem no mesmo projeto partidário. Em 2014, os dois estavam no PSDB e pretendiam disputar o governo do Acre. Só havia espaço para um. Na queda de braço interna, Bittar levou a melhor e acabou sendo o candidato tucano. A Bocalom restou deixar o partido e se filiar ao DEM para manter a candidatura ao governo.

PARA LEMBRAR

Só para fins de registro: em 2014, o PSDB escolheu Márcio Bittar para disputar o governo, e Bocalom teve que se abrigar no DEM; em 2018, o PL não tinha interesse em candidatura majoritária; em 2024, o PP priorizou a pré-candidatura de Alysson Bestene, e Bocalom teve que migrar para o PL novamente; e agora, em 2026, ele terá que deixar o PL, que não deu legenda a ele para disputar o governo.

EDUCADO, PORÉM FIRME

Com seu jeito educado, porém muito firme, o prefeito de Feijó, Railson Ferreira, deu o recado dele à equipe do governo: não adianta tentar criar narrativa mentirosa contra ele. Ele não vai deixar passar.

RAILSON FERREIRA

Railson Ferreira negou veementemente que tenha orquestrado manifestações contra o governo no que tange ao hospital de Feijó e deixou ainda mais claro que não entende por que o governo mandou um comboio policial para tratar com manifestantes.

SEM SENTIDO

Realmente não faz muito sentido enviar dezenas de carros e aparato policial digno de filmes para lidar com manifestantes enquanto facções criminosas ‘casam e batizam’ sem serem interrompidas.

Bom dia a todos

 

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