O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), oficializou sua renúncia ao cargo com documento protocolado na Câmara Municipal e lido pelo presidente da Casa, Joabe Lira. A saída está marcada para o próximo dia 3 de abril.
Na carta, Bocalom afirma que a decisão foi tomada após “muita reflexão” e que atende a um “dever a cumprir com o Estado do Acre”. O prefeito destacou o atual cenário do país, mencionando um momento de “difícil situação”, em que, segundo ele, “a indignação toma conta das ruas, dos lares e das instituições”.
O gestor também classificou sua decisão como um “legítimo chamado” que carrega o nome de “esperança”. “Não posso ignorar uma missão”, escreveu.
Bocalom relembrou o início de sua gestão, em 1º de janeiro de 2021, e afirmou que sempre atuou com “humildade e dedicação”, tratando o cargo como um “verdadeiro sacerdócio”. Segundo ele, chegou o momento de retribuir ao Acre tudo o que recebeu ao longo da vida.
Em tom religioso, o prefeito ressaltou que suas decisões sempre foram guiadas pela fé. “Como todo bom cristão, todas as minhas ações foram pautadas pelo meu relacionamento com Deus”, afirmou, agradecendo pela condução de sua trajetória política.
Ao fazer um balanço da gestão, Bocalom disse deixar a Prefeitura com a convicção de que Rio Branco está “mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva”, com economia fortalecida e serviços públicos de qualidade. Ele reconheceu que ainda há desafios, mas demonstrou confiança na continuidade da administração pelo vice-prefeito, Alysson Bestene.
O prefeito também agradeceu à equipe de governo, familiares, colaboradores e à Câmara de Vereadores pela parceria institucional ao longo dos últimos anos.
“Deixo o cargo com o sentimento de missão cumprida, confiante de que o maior resultado foi devolver ao povo de Rio Branco o orgulho de sua cidade”, concluiu.
Com a renúncia, Alysson Bestene deve assumir a chefia do Executivo municipal a partir do dia 3 de abril.
