Bloco 6 É D+ diz que não vai devolver troféu do Carnaval e leva disputa ao MPAC

Redação Folha do Acre

O Bloco 6 É D+ contestou o resultado do concurso organizado pela Fundação Garibaldi Brasil (FGB) e afirmou que não irá devolver o troféu do Carnaval de Rio Branco 2026.

A FGB determinou a devolução dos troféus após a alteração no resultado oficial, provocada pelo acolhimento de um recurso administrativo que consagrou o bloco Unidos do Fuxico.

A medida, com prazo até o dia 30 de março, é necessária para a realização de uma nova cerimônia de premiação e também condiciona o pagamento financeiro aos blocos.

A decisão, no entanto, abriu um impasse entre as agremiações envolvidas. Enquanto o bloco Unidos do Fuxico defende a legalidade do processo, o bloco 6 É D+ contesta o resultado e já recorreu à Justiça, elevando o tom da disputa mesmo após o fim do desfile.

A reclassificação do Carnaval ocorreu após análise de um recurso que apontou descumprimento do edital por parte do então campeão. A contestação se baseou na permanência de um carro alegórico na avenida por tempo superior ao permitido.

Segundo a comissão organizadora, o regulamento prevê que os carros alegóricos devem ser retirados em até cinco minutos. A cada intervalo excedente, há perda de pontos. No caso analisado, a penalidade resultou na zeragem da nota do quesito alegoria, alterando completamente a classificação final.

“Foi constatado descumprimento do item 6.5 do edital. A cada cinco minutos, perdia-se um ponto, até zerar a nota. Com isso, houve a reclassificação das concorrentes”, explicou o membro da comissão, Dário Júnior.

Com a nova contagem, o bloco que antes ocupava a segunda colocação passou a ser o campeão, enquanto o antigo vencedor caiu para a terceira posição.

O bloco 6 É D+ que perdeu o título afirma que a decisão foi parcial e informou que já iniciou medidas legais para reverter o resultado.

A agremiação comunicou que protocolou requerimentos junto à Secretaria de Assuntos Jurídicos, ao Ministério Público do Acre e também ingressou com ação no Poder Judiciário.

“Estamos judicializando a decisão acerca da retirada do título, que consideramos tendenciosa”, declarou o presidente Claudinho Jansen.

O bloco também sinalizou que aguarda uma decisão judicial antes de cumprir a determinação de devolução do troféu.

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