Base governista sofre baixas e Gladson minimiza impacto: “Quem saiu foi porque quis”

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre

O governador do Acre, Gladson Cameli, comentou publicamente o recente afastamento de deputados estaduais de sua base aliada, que passaram a declarar apoio ao pré-candidato ao governo Alain Rick. A declaração foi dada em tom de tranquilidade, com o chefe do Executivo afirmando que respeita a decisão dos parlamentares e que o movimento não representa surpresa para o governo.

Segundo Cameli, a saída de pelo menos dois deputados já era esperada. Ele atribuiu a decisão a estratégias individuais voltadas à reeleição e às articulações partidárias. “Eu respeito a decisão deles. Muitos estão preocupados com a agenda dos partidos pelos quais vão disputar a reeleição”, afirmou.

Apesar do rompimento, o governador minimizou possíveis impactos na base governista. Para ele, apoios são sempre bem-vindos, mas sua ausência não compromete a condução política. Cameli também fez questão de destacar que os parlamentares dissidentes não foram excluídos do governo. “Quem saiu foi porque quis, não foi expulso. Tenha certeza que não foi por falta de apoio”, declarou.

Em sua fala, o governador ressaltou ainda o volume de recursos destinados aos deputados estaduais ao longo de sua gestão, citando valores superiores a R$ 5 milhões em emendas parlamentares para cada integrante da Assembleia Legislativa. A menção foi utilizada como argumento para rebater críticas e reforçar que houve tratamento igualitário entre os parlamentares da base.

Cameli adotou um tom mais direto ao comentar o posicionamento dos dissidentes, sugerindo que agora caberá a eles buscar apoio popular. “Tem que gastar sola de sapato para ir atrás de voto”, disse.

Sobre possíveis mudanças na estrutura do governo, o governador confirmou ter recebido pedidos de exoneração, como o da ex-prefeita Fernanda Hassem, negando qualquer tipo de pressão para a saída. Segundo ele, outras mudanças podem ocorrer, mas reforçou que cada decisão será tratada individualmente.

Ao final, Cameli indicou que considera natural o reposicionamento político neste momento pré-eleitoral, mas criticou o que classificou como incoerência de aliados que, segundo ele, se beneficiaram da gestão e agora optam por se afastar. “Cada um siga sua consciência”, concluiu.

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