O ativista Germano Marino, chefe da Divisão de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+ da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Acre (SEASDH), anunciou que deixará a Rede Sustentabilidade para se filiar ao Partido Progressistas (PP). A filiação ocorre nesta segunda-feira (9), durante um evento político que também marca a aliança do partido com o Partido Liberal (PL) no estado.
Em entrevista, Marino afirmou que a decisão foi motivada pela abertura do atual governo estadual para pautas relacionadas aos direitos humanos e à população LGBTQIA+. Segundo ele, sua atuação dentro da gestão liderada pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis influenciou diretamente na escolha.
“Eu já estou há dois anos e meio trabalhando no governo Gladson e Mailza Assis, que é do Partido Progressistas. É um governo que tem dado bastante abertura para os direitos humanos da população LGBTQIA+”, afirmou.
Marino também declarou que pretende integrar o projeto político ligado à vice-governadora, apontada como possível candidata ao governo do estado nas próximas eleições.
“Eu recebi um convite mais do que justo para apoiar quem está apoiando a luta pelos direitos humanos da população LGBTQIA+. E vou estar compondo esse projeto para a eleição da futura governadora Mailza Assis”, disse.
Questionado sobre a aliança do Progressistas com o PL, partido cuja principal liderança nacional é o ex-presidente Jair Bolsonaro, Marino afirmou que o diálogo sobre direitos humanos não deve ser limitado por posições individuais dentro das siglas.
“A gente não pode resumir partidos políticos a pessoas, porque existem pessoas boas e pessoas ruins dentro de qualquer partido”, declarou.
