O Acre apresenta cenário de risco e alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz na última semana.
A análise considera a Semana Epidemiológica 11, entre os dias 15 e 21 de março, e indica crescimento das hospitalizações associadas a vírus respiratórios, como influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
No estado, o VSR tem contribuído para o aumento de casos principalmente entre crianças menores de 2 anos. Além do Acre, outros estados da região Norte, como Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia, também apresentaram elevação nos registros.
De acordo com o levantamento, o Acre mantém incidência de SRAG em nível de risco, com sinalização de possível aumento na tendência de longo prazo. Em Rio Branco, a classificação atual é considerada segura, mas também com indicativo de crescimento ao longo do tempo.
O boletim aponta ainda que, entre as 27 unidades da federação, 22 estão em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Entre elas estão estados como Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Maranhão, além de todas as unidades da região Norte.
Segundo os dados nacionais, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os vírus mais frequentes nos casos positivos de SRAG foram o rinovírus (45%), influenza A (27,8%) e VSR (14,6%). Também foram identificados Sars-CoV-2 (9,1%) e influenza B (1,4%).
A incidência da síndrome é mais elevada entre crianças e adolescentes, enquanto os óbitos se concentram principalmente na população idosa. Em 2026, o país já contabiliza mais de 24,2 mil notificações de SRAG, com 38,9% dos casos positivos para vírus respiratórios. Entre as mortes registradas nas últimas semanas, a influenza A responde por 35,9%.
A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo InfoGripe, destaca a vacinação como principal medida de prevenção para reduzir internações e casos graves. Ela também orienta o uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração.
“Além disso, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é fazer isolamento dentro de casa, mas se não for possível, recomendamos sair usando uma boa máscara, como PFF2 ou N95, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”, afirmou.

