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Acre receberá R$ 3 milhões do Ministério da Cultura para investimentos no setor audiovisual

Política de nacionalização do investimento une recursos do Governo do Brasil com contrapartidas de estados e municípios

Através da Política de Arranjos Regionais do Audiovisual, realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), a região Norte do país está recebendo R$ 95 milhões para impulsionar o setor audiovisual. Os Arranjos Regionais são uma política de nacionalização do investimento, que une recursos do Governo do Brasil, através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com contrapartidas de estados e municípios.

O estado do Acre receberá a quantia de R$ 3 milhões para investir no setor audiovisual.

A parceria visa fortalecer a produção local fora dos grandes centros. Os recursos podem ser utilizados para impulsionar diferentes elos dessa cadeia, como apoio a ações de difusão, pesquisa, formação, memória e preservação audiovisual, atividades cineclubistas, desenvolvimento de projetos ou núcleos criativos, produção de curtas e médias-metragens, produção de animação, produção de conteúdos para a infância e produção de jogos eletrônicos.

Considerada estratégica para democratizar o acesso a recursos públicos e fomentar a produção cultural brasileira, a iniciativa marca o começo de uma nova fase de cooperação no setor e mobiliza, em todo o Brasil, mais de R$630 milhões em investimentos que vão fortalecer o setor, estimulando a produção em diferentes regiões e, sobretudo, em locais que historicamente não contavam com apoio.

Histórico

Realizada pela última vez em 2018, a política foi retomada com ajustes para ampliar seu alcance. Na prática, o modelo combina recursos do Governo Federal com aportes de estados e municípios, ampliando significativamente o volume investido.

Além do volume de investimentos, a ação tem como marca o reposicionamento da política pública para o setor. Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, é fundamental o papel estruturante realizado por esse movimento.

“Não há perda em investimento em cultura de nenhuma forma, o audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda, transforma a vida das pessoas, cria oportunidade, combate a violência e abre janelas e portas para as novas gerações”, disse.

Margareth Menezes ressalta que a política representa um resgate estratégico que potencializa o audiovisual em toda a sua dimensão. “É uma experiência que foi muito importante para realizadores de vários estados brasileiros, como por exemplo, o diretor Gabriel Mascaro”.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, enfatiza o alcance nacional da iniciativa.

“Quando um filme brasileiro entra em cartaz, é o Brasil inteiro que entra em cartaz e é isso que os Arranjos Regionais vão fazer de norte a sul”, concluiu.

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