Ícone do site Folha do Acre

Acre ocupa última posição em ranking nacional de infraestrutura elaborado pelo Confea

O Acre aparece na 27ª e última posição no ranking nacional de infraestrutura divulgado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. O levantamento faz parte do índice INFRA-BR, que mede o nível de desenvolvimento da infraestrutura nas unidades da federação a partir de diferentes indicadores ligados a serviços públicos e qualidade dos ativos existentes.

De acordo com o estudo, o Acre obteve 28,46 pontos, o menor resultado entre todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. O ranking é liderado justamente pelo Distrito Federal, com 74,67 pontos. Na sequência aparecem São Paulo (68,49), Rio de Janeiro (65,84), Santa Catarina (65,24) e Paraná (64,80).

Também figuram entre os estados mais bem avaliados Minas Gerais (63,59), Rio Grande do Sul (59,58), Espírito Santo (57,01) e Goiás (56,19).

Nas últimas posições do ranking, além do Acre, aparecem Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61), Maranhão (36,84) e Roraima (37,66).

O índice INFRA-BR foi desenvolvido pelo Confea para oferecer uma avaliação ampla da infraestrutura brasileira. Em vez de considerar apenas a quantidade de obras ou a extensão de redes de serviços, o estudo reúne diversos indicadores para produzir uma medida sintética do desempenho da infraestrutura em cada estado.

A metodologia parte da ideia de que o desenvolvimento da infraestrutura precisa ser analisado de forma sistêmica e integrada, já que diferentes áreas estão interligadas e influenciam diretamente a qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico.

Para isso, o índice avalia seis grandes dimensões da infraestrutura em cada unidade da federação.

A primeira dimensão é Energia e Conectividade, que reúne indicadores como geração, transmissão e distribuição de energia, além da cobertura de telecomunicações.

A segunda é Mobilidade, que considera fatores como deslocamento dentro das cidades, rodovias, aeroportos, portos e capacidade de escoamento de cargas.

A terceira dimensão é Água, que avalia principalmente a qualidade da água e o acesso da população aos sistemas de distribuição.

Também é analisado o Bem-estar Social e Cidadania, que inclui indicadores ligados a moradia, infraestrutura urbana, saúde, educação, assistência social, cultura, lazer e esporte.

Outra área considerada é Meio Ambiente e Resiliência, que mede aspectos como preservação da cobertura vegetal, conservação ambiental e capacidade de adaptação a mudanças climáticas.

A sexta dimensão é Saneamento Básico, que reúne indicadores relacionados a coleta e tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.

No recorte por áreas, o melhor desempenho do Acre foi registrado em Meio Ambiente e Resiliência, com 47,59 pontos.

Na dimensão Mobilidade, o estado obteve 46,01 pontos, indicando desempenho intermediário em aspectos relacionados a transporte e deslocamento.

Em Energia e Conectividade, o índice foi de 22,59 pontos, enquanto na dimensão Água a pontuação ficou em 22,43 pontos.

No indicador de Bem-estar Social e Cidadania, o estado registrou 20,86 pontos.

O pior resultado apareceu em Saneamento Básico, com 11,28 pontos, um dos fatores que mais contribuíram para a colocação do estado na última posição do ranking.

Segundo o Confea, o objetivo do INFRA-BR é fornecer dados comparativos e diagnósticos técnicos que possam orientar políticas públicas e investimentos voltados à melhoria da infraestrutura no país. O índice também busca contribuir para o planejamento de projetos que ampliem o acesso da população a serviços essenciais e fortaleçam o desenvolvimento regional.

Sair da versão mobile