Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados, coloca o Acre entre os estados brasileiros com maiores índices de perdas de água tratada na rede de distribuição. De acordo com o Estudo de Perdas de Água 2025, o estado registra 62,25% de perdas, ocupando a terceira posição no ranking nacional.
O índice coloca o Acre atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%), e muito acima da média nacional, que é de 40,31% de perdas na distribuição de água tratada.
O estudo foi elaborado com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2023, e analisa o desempenho das 27 unidades da federação, além das regiões brasileiras e dos 100 municípios mais populosos do país.
Perdas também são elevadas em Rio Branco
Entre as capitais brasileiras analisadas, Rio Branco também aparece entre as cidades com maior desperdício de água na distribuição. O índice da capital acreana é de 56,06%, o que a coloca entre os municípios com perdas superiores a 50%.
O levantamento aponta que capitais com esse nível de perdas concentram-se principalmente nas regiões Norte e Nordeste, evidenciando desafios estruturais nos sistemas de abastecimento.
No recorte regional, o Norte apresenta o maior índice médio de perdas na distribuição, com 49,78%, seguido pelo Nordeste, com 46,25%. Esses números estão acima da média nacional e indicam maiores dificuldades para melhorar a eficiência dos sistemas de abastecimento nessas regiões.
Em nível nacional, o estudo aponta que cerca de 40,31% da água tratada no país é perdida antes de chegar às torneiras da população, o que representa aproximadamente 5,8 bilhões de metros cúbicos de água por ano.
Esse volume equivale ao desperdício diário de mais de 6,3 mil piscinas olímpicas de água tratada, quantidade que poderia abastecer cerca de 50 milhões de brasileiros durante um ano.
O levantamento destaca ainda que a redução das perdas nos sistemas de abastecimento é considerada essencial para ampliar a disponibilidade de água, reduzir custos operacionais e diminuir a pressão sobre os mananciais.
