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Acre entra em alerta após confirmação de mais de 450 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no estado

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) divulgou nesta semana um novo boletim epidemiológico sobre as Síndromes Respiratórias, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 8 dos anos de 2024, 2025 e 2026. O levantamento aponta crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado em 2026, cenário associado principalmente à circulação do vírus Influenza A.

De acordo com o relatório, o Acre registrou 457 notificações de SRAG nas primeiras oito semanas deste ano. No mesmo período, foram contabilizados 331 casos em 2025 e 284 em 2024. O aumento indica maior número de hospitalizações, especialmente durante os meses de janeiro e fevereiro, levando o estado ao nível de alerta para esse tipo de síndrome.

Entre os vírus identificados nos pacientes hospitalizados estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A. Também foram detectados Influenza A (H1N1)pdm09, Influenza A (H3N2), SARS-CoV-2, Adenovírus, Metapneumovírus, Parainfluenza 1 e Bocavírus. Esses agentes estão associados principalmente a quadros de pneumonia, bronquite e bronquiolite.

O boletim também apresenta dados sobre a Síndrome Gripal (SG), que reúne casos atendidos em unidades sentinelas de monitoramento. Nas primeiras oito semanas de 2026, foram registradas 2.843 consultas no estado, número inferior ao observado no mesmo período de 2025, quando houve 3.096 atendimentos.

Segundo o levantamento, a faixa etária de 20 a 29 anos continua concentrando a maior parte das consultas por síndrome gripal, embora os casos registrados não tenham apresentado gravidade.

Entre os vírus identificados nas amostras coletadas estão Rinovírus, Influenza A (não subtipado), Influenza A (H1N1)pdm09, Influenza A de outros subtipos e o Vírus Sincicial Respiratório.

Os dados sobre síndrome gripal são coletados em quatro unidades sentinelas distribuídas no estado: a UPA do 2º Distrito, em Rio Branco; o Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia; a UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul; e a Unidade Básica de Saúde Maria de Fátima, em Plácido de Castro.

O monitoramento dessas unidades é utilizado pela Sesacre para acompanhar a circulação de vírus respiratórios e orientar medidas de vigilância e prevenção no estado.

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