Um vídeo gravado durante o bloqueio da BR-364, no último fim de semana, mostra o momento de tensão entre um manifestante e agentes da Polícia Rodoviária Federal no município de Feijó.
O protesto foi organizado por moradores que cobram a conclusão das obras do Hospital Geral de Feijó. O grupo interditou a rodovia como forma de pressionar o poder público. Dias depois, a estrada foi liberada após negociação com a PRF e a apresentação de um abaixo-assinado pedindo a realização de audiência pública.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, um policial alerta que a desobediência à ordem para liberar a via poderia resultar em prisão. “Bloqueio de rodovia é crime, você tem conhecimento?”, questiona o agente.
Durante a abordagem, o policial solicita documento de identificação. O manifestante informa o número do CPF, mas o agente afirma que a informação não seria suficiente. Pela legislação brasileira, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) é, sim, um documento de identificação individual, embora, em abordagens presenciais, seja comum a exigência de documento oficial com foto para conferência imediata da identidade.
O policial também afirma que o homem estaria incitando outras pessoas a manter o bloqueio. O manifestante nega e diz que não estaria cometendo crime nem agredindo ninguém. “Eu não estou cometendo crime nenhum. Não estou agredindo ninguém. E o senhor quer me levar preso por quê?”, afirma no vídeo.
Apesar do clima de confronto verbal, não há confirmação de que o morador tenha sido detido. Após as negociações entre lideranças do movimento e a PRF, o tráfego foi restabelecido na rodovia, principal eixo de ligação entre municípios do Acre.
