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Senadores brigam durante sessão de CPMI que aprovou quebra de sigilo bancário de Lulinha

Senadores brigam durante sessão/Foto: Reprodução

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi marcada por tumulto nesta quinta-feira (23), em Brasília. Parlamentares protagonizaram empurra-empurra e troca de acusações após a aprovação de um requerimento que determina a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi aprovado por maioria dos integrantes da comissão e prevê o compartilhamento de informações financeiras e fiscais no âmbito das investigações conduzidas pelo colegiado. A decisão provocou reação imediata de parlamentares da base governista, que classificaram a medida como “manobra política” e “desvio de finalidade” da comissão.

Deputados e senadores da oposição defenderam o requerimento, afirmando que a quebra de sigilo é instrumento previsto no ordenamento jurídico e necessário para aprofundar as apurações sobre possíveis conexões entre investigados e pessoas ligadas ao núcleo político do governo. Segundo integrantes do bloco, a iniciativa atende aos requisitos regimentais e busca esclarecer eventuais vínculos financeiros que possam ter relação com os fatos investigados pela CPMI.

O clima se agravou logo após a proclamação do resultado da votação. Houve troca de acusações em plenário, gritos e empurra-empurra entre parlamentares. A Polícia Legislativa foi acionada para conter os ânimos. Diante da confusão, o presidente da comissão suspendeu a sessão por tempo indeterminado.

A CPMI do INSS foi instalada com o objetivo de investigar suspeitas de fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. O colegiado é composto por deputados e senadores e tem prazo determinado para a conclusão dos trabalhos.

 

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