Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua, apontam que a massa de rendimento mensal real do trabalho no Acre atingiu R$ 931 milhões em 2025 — o maior valor da série histórica — enquanto o rendimento médio mensal chegou a R$ 2.864. No mesmo período, a taxa de desocupação ficou em 7,4%, indicando estabilidade no nível de emprego combinada a um avanço significativo da renda.
Entre 2012 e 2017, o estado enfrentou um período de perda de dinamismo econômico. Nesse intervalo, a taxa de desocupação passou de 8,2% para 12,3%, enquanto a massa de rendimento mensal real caiu de R$ 785 milhões para R$ 694 milhões — redução acumulada próxima de 12%. Ao mesmo tempo, o rendimento médio mensal recuou de R$ 2.821 para R$ 2.455.
De 2018 a 2021, o Acre entrou em uma fase de transição. Apesar da elevação da desocupação, que atingiu o pico de 15,7% em 2020 sob impacto da pandemia, a massa salarial se manteve relativamente estável, variando entre R$ 728 milhões e R$ 772 milhões.
A mudança mais expressiva ocorre no período mais recente. Entre 2023 e 2025, a taxa de desocupação se estabiliza em patamar intermediário, oscilando entre 6,7% e 7,4%. Em contrapartida, a massa de rendimento mensal real apresenta forte crescimento, saltando de R$ 755 milhões em 2023 para R$ 931 milhões em 2025 — o maior valor de toda a série histórica, com aumento superior a 23% em apenas dois anos.
Esse avanço é significativo porque indica maior volume de renda circulando na economia estadual, sugere expansão do número de trabalhadores ocupados e/ou melhoria na qualidade dos postos de trabalho, além de demonstrar uma recuperação mais intensa do que a observada em ciclos anteriores.
O rendimento médio mensal real também acompanha essa tendência. Após a queda registrada entre 2012 e 2017, os salários iniciam um processo de recuperação gradual, atingindo R$ 2.864 em 2025 — valor superior ao observado em 2012. A elevação simultânea da renda média e da massa salarial aponta que o crescimento recente não se deve apenas ao aumento do emprego, mas também à valorização dos rendimentos.
O resultado é um cenário de recomposição do mercado de trabalho acreano e de ampliação da renda das famílias, fator essencial para estimular o consumo e a atividade econômica local. Ainda assim, a estabilidade da taxa de desocupação em torno de 7% indica que o processo de recuperação não está totalmente consolidado, o que reforça a necessidade de políticas voltadas à geração de empregos mais produtivos e à sustentação do crescimento da renda real.

