A promorotora Giucely Evangelista, do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde do Ministério Publico do Acre, afirmou durante reunião realizada na manhã de terça-feira (24) na Assembleia Legislativa do Acre, que a ausência de médicos especialistas no interior do Acre é um dos principais gargalos da saúde pública estadual e defendeu a adoção de medidas urgentes para enfrentar o problema.
De acordo com Giucely Evangelista, o próprio Estado reconheceu a dificuldade de encaminhar profissionais ao interior, alegando ausência de especialistas interessados em atuar fora da capital.
“A explicação apresentada foi de que não existem profissionais suficientes dispostos a ir para o interior, e que a demanda não justificaria a criação de determinadas especializações no município”, pontuou.
A promotora destacou, no entanto, que o problema central estaria ligado ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), que, segundo ela, precisa ser debatido com profundidade para tornar as vagas mais atrativas e viáveis.
Para o Ministério Público, o PCCR é peça-chave para garantir a fixação de especialistas no interior do Estado. “Nós precisamos debater o PCCR e entender como torná-lo eficiente para que possamos ter profissionais especializados dentro do nosso Estado, sem depender exclusivamente de organizações sociais”, afirmou.

