Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram, no início da manhã desta quinta-feira, 5, mandados de busca e apreensão na residência do governador do Acre, Gladson Cameli, localizada em um condomínio no bairro Recanto Verde, em Rio Branco.
De acordo com informações apuradas, a ação foi autorizada pela ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não tem relação com a Operação Ptolomeu, deflagrada em anos anteriores.
A diligência tem como foco apurar uma denúncia envolvendo o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde o governador teria sido aluno.
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam aparelhos celulares, um computador e uma quantia em dinheiro. Os valores não foram divulgados. Conforme relatos, o governador repassou as senhas dos dispositivos eletrônicos e acompanhou a ação ao lado de um advogado.
Em nota encaminhada à imprensa, Gladson Cameli afirmou que colaborou com os agentes. “Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira e cuja comprovação será apresentada às autoridades”, declarou.
O governador também afirmou que permanece confiante na apuração dos fatos. “Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido. Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”, acrescentou.
A Polícia Federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre a operação.

