O senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou que o Banco Master protagonizou o que classificou como “o maior calote financeiro da história do Brasil”, ao operar, segundo ele, em um modelo semelhante ao de uma pirâmide financeira. De acordo com o parlamentar, a instituição teria captado recursos de diversas fontes prometendo juros e correções “inimagináveis”, incompatíveis com a capacidade real de pagamento.
Segundo Bittar, o esquema veio à tona quando o banco passou a atrair o Banco de Brasília (BRB), o que, na avaliação do senador, representaria a tentativa de transferir o prejuízo para os cofres públicos. Ele sustenta que o caso ganhou gravidade ao envolver integrantes de alto escalão do poder público, inclusive do Executivo.
O senador citou o governo do PT da Bahia como um dos pontos de origem do problema, mencionando empréstimos consignados, além de suposta ligação do Banco Master com fraudes envolvendo aposentados do INSS. Bittar afirmou ainda que o episódio envolveria ministros do governo federal, autoridades do Legislativo e integrantes do Judiciário, incluindo ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, além de pagamentos elevados a título de consultoria.
Ao final, Marcio Bittar defendeu que o Congresso Nacional investigue todos os responsáveis pelo caso. Para o senador, o episódio não pode ser ignorado ou tratado com superficialidade. “Isso não pode ficar para debaixo do tapete”, afirmou, reforçando que seguirá cobrando apuração rigorosa dos fatos.
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