quarta-feira, 18 fevereiro 2026

Jogadores do Vasco-AC suspeitos de estupro de mulheres se entregam à polícia: ‘Não fiz nada de errado’

Redação Folha do Acre

Os jogadores do Vasco da Gama-AC Alex Pires Júnior, o Lekinho, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario se apresentaram à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (17). Eles são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do time.

Os três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no domingo (15). O primeiro a se entregar foi Lekinho, que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Os outros dois suspeitos foram até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) com o advogado Atevaldo Santana.

Os jogadores Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC), são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do clube, na madrugada da última sexta-feira (13), em Rio Branco. O primeiro está preso preventivamente desde domingo (15).

Ao sair da Defla, Lekinho conversou com a imprensa e negou as acusações. Da Defla, ele foi levado para a Deam, responsável pelas investigações, para prestar esclarecimentos. Os três devem passar por audiência de custódia nesta quarta (18).

“Eu tô aqui de livre e espontânea vontade, sei que não fiz nada de errado. Conversei com o Eric [treinador], mostrei tudo que tinha, tenho a mensagem da pessoa que, na verdade, nem me acusou, mas meu nome está sendo citado. Estou aqui para dar minha versão, estou à disposição da Justiça, porque sei que não fiz nada, não cometi nenhum tipo de crime, Deus é justo e vou provar isso na Justiça”, declarou Lekinho.

O delegado Alexnaldo Batista, plantonista da Defla, disse que foi procurado pelo treinador do time e comunicado sobre a apresentação de Lekinho. “Comunicamos aos nossos superiores, ao delegado da Deam e fizemos o recebimento da apresentação dele para darmos o cumprimentos do mandado de prisão”, resumiu.

O advogado Robson Aguiar confirmou que orientou o cliente a se apresentar à polícia e que a defesa vai apresentar novas provas à polícia.

“Provaremos que o Alex não tem nenhum envolvimento com essa situação. Disse que deveria se apresentar, cumprir um decisão judicial, levaremos as provas que a autoridade policial ainda não tem e, com toda certeza, haverá uma revogação dessa prisão”, concluiu.

O advogado de Matheus Silva e Brian Peixoto, Atevaldo Santana, chamou a denúncia de frágil e acusou as vítimas de terem ido ao local fazer programa. Ele negou que os clientes tenham abusado das vítimas.

Os jogadores chegaram na Deam dentro do carro do advogado e não falaram com a imprensa.

“São narrativas ficcionais criadas por essas pessoas que se dizem vítimas. Foram lá fazer programa. Uma delas postou no outro dia que, infelizmente, estava arrependida por não ter ido para o Carnaval do Tucumã. Ora, uma mulher que é estuprada no mínimo fica com problemas psicológicos, não fica no outro dia dizendo que vai pro Carnaval”, argumentou.

‘Não vamos passar a mão na cabeça’

O treinador Eric Rodigues também afirmou que a denúncia é frágil, mas que acredita na Justiça e na versão dos atletas. Eric destacou ainda que os jogadores são do Rio de Janeiro e que o time presta assistência necessária no processo.

“A gente acredita na autoridade policial e na Justiça. Vão fazer o que tiver que ser feito. Quero deixar bem claro que, com o clube, eles erraram e não estamos aqui para passar a mão na cabeça, é terminantemente proibido acesso de qualquer pessoa ao alojamento, que não sejam dos alojados, principalmente de mulheres”, complementou.

Informações G1/AC

 

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