Alan Rick avança sem alardes
O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre, segue avançando do jeito que costuma funcionar na política: em silêncio, no off, sem alarde. Quem acha que ele está parado, esperando a ‘banda passar’, não entendeu nada ainda.
Aliança em curso
Alan Rick foi procurado recentemente para ser informado de que uma importante aliança está em curso. Trata-se de um partido que hoje integra a base de apoio do governador Gladson Camelí e que deve migrar de campo no momento oportuno. Nada é aleatório. Política é movimento, e o vento mudou de direção.

Perspectiva de poder
Liderando pesquisas e com os holofotes naturalmente voltados para si, Alan Rick tem sido beneficiado pela perspectiva de poder. Empresários e lideranças políticas o procuram, quase todos pedindo descrição. O motivo é simples: muitos ainda mantêm negócios e vínculos com o atual governo.
Gladson Camelí e a desidratação
O governador Gladson Camelí vive um um momento difícil, processo clássico de desidratação política. O governador, que até pouco tempo atrás ‘nadava de braçadas’ em popularidade, agora sangra. E sangra em público.
As vaias para Gladson Camelí
As vaias recebidas na sessão de abertura do ano legislativo, na última terça-feira (3), foi emblemática. Não se trata de um episódio isolado, nem de “exagero da oposição”. Foi um sinal claro de esvaziamento de poder. Algo impensável há um ou dois anos.

Gladson é vítima de vazamentos constantes
Outro sintoma grave desse esvaziamento é o vazamento constante de áudios, informações, fotos e dados vindos de dentro do próprio núcleo de poder. Quando o entorno começa a vazar, é porque a autoridade já não impõe silêncio. É o tipo de sangramento que nenhum marketing consegue estancar.
Se a imprensa não filtrasse seria um reality show
Gladson Camelí e a secretária Nayara Lessa não têm sequer espaço para reclamar da imprensa. Se tudo o que chega às redações fosse publicado, o roteiro seria de reality show. Mas a imprensa ainda faz filtros. Vida privada, por exemplo, não interessa. Só quando cruza a fronteira dos recursos públicos. Aí, muda de natureza!
Querem Bocalom no segundo turno
Nos bastidores, o jogo é ainda mais revelador. Jonathan Donadoni não é ingênuo. Pode negar em público, mas apoia e deseja Bocalom na disputa, com um objetivo muito claro: levar a eleição ao segundo turno. Esse é o plano do grupo de Gladson: usar Bocalom como instrumento contra Alan Rick.

A explicação
A estratégia surge porque Mailza Assis patina. Os números são baixos, o desempenho é desanimador e o grupo que ainda controla fatias do poder não parece disposto a “pagar para ver”. Os donos das chamadas capitanias hereditárias não gostam de riscos.
Política cruel com as mulheres
A vice-governadora, aliás, vive uma situação política cruel. Foi colocada na roda, ganhou exposição, mas nunca recebeu poder real. Seu papel é simbólico. Até as plantas da rotatória do Ipê sabem que Mailza não queria Pedro Pascoal como secretário de Saúde. Mesmo assim, Gladson cravou: fica. E ponto final.
Como faz?
Como se governa assim? Como se constrói imagem de poder desse jeito?

Mailza precisa de poder real
O que fazem com Mailza Assis é uma maldade política. Deram corda, mas seguraram o comando. E, sem poder real, ninguém negocia. Deputados, lideranças e aliados não conversam com quem não decide. Política é pragmatismo, não discurso.
Pura realidade
Essa é a pura realidade da política do Acre, mas se o governador quer continuar do jeito que está ele não precisa de uma imprensa livre, ele vai precisar de mais bajuladores.
Bom dia a todos
