Aposentado desapareceu após sair para comprar refrigerante no bairro Alto Alegre, em Rio Branco
O aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, está desaparecido há um mês após sair de casa para comprar um refrigerante no bairro Alto Alegre, em Rio Branco. Ele foi visto pela última vez no dia 18 de janeiro e, desde então, não houve confirmação sobre o seu paradeiro.
De acordo com a família, Pedro mora em Boca do Acre, no interior do Amazonas, mas estava na capital acreana há mais de quatro meses para tratamento de saúde. Apesar disso, segundo parentes, ele já havia residido anteriormente em Rio Branco e conhecia bem a região do Alto Alegre, onde familiares vivem há mais de 20 anos.
A última imagem do idoso foi registrada por uma câmera de segurança de um estabelecimento localizado no Ramal do Mutum. Em imagens de câmeras de segurança, ele aparece caminhando pela estrada vestindo calça jeans, blusa branca e chapéu branco — as mesmas roupas que usava ao sair de casa para comprar o refrigerante.
Para a família, os últimos 30 dias têm sido de aflição. “Só queremos saber o que aconteceu. Sempre foi um brincalhão, um avô amoroso e cheio das brincadeiras. Sempre procurava fazer a gente rir, nunca deixava a gente quieto. [O que mais dói] é não ter notícias, não saber o que realmente aconteceu, é a saudade apertando no peito”, lamentaram os familiares.
Segundo a neta, o idoso conhecia a região onde desapareceu. “Conhecia o bairro Alto Alegre há mais de 20 anos, pois meus tios moram lá. O mercado que ele foi comprar o refrigerante fica a uns 500 metros da casa do meu tio Marcos”, afirmou.
As buscas tiveram início no dia 20 de janeiro, com atuação do Corpo de Bombeiros nos ramais do Mutum e Plácido, áreas onde Pedro teria sido visto pela última vez. As equipes utilizaram cães farejadores e um Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant), aeronave empregada em operações de monitoramento e inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os recursos disponíveis foram empregados nas buscas. Sem novas pistas, os trabalhos foram suspensos nas estradas e ramais. No dia 4 de fevereiro, a corporação retornou ao Ramal do Mutum para uma nova varredura, a pedido da polícia, mas nenhuma evidência foi encontrada.
A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), também acompanha o caso. O delegado Pedro Paulo Buzolin informou, no dia 28 de janeiro, que os relatos de possíveis avistamentos do idoso não se confirmaram. Como não há indícios de crime, a linha de investigação considera a possibilidade de que ele tenha se perdido e não conseguido retornar para casa. As oitivas realizadas até o momento são informais e têm como objetivo reunir informações que possam auxiliar na localização.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Pedro Vilchez deve ser comunicada à Polícia Civil (197), ao Corpo de Bombeiros (193) ou diretamente à família, pelo número (68) 99994-9881.
