A Polícia Militar, através de uma guarnição da Força Tática do 1º Batalhão, realizava um patrulhamento preventivo e ostensivo no final da noite da última quarta-feira (11), no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco, quando perceberam a atitude suspeita de um veículo Fiat Mobi, saindo da Rua Santa Catarina. A guarnição resolveu proceder com a abordagem e deu voz de parada através de sinais sonoros, porém, o veículo empreendeu fuga em alta velocidade, com destino à Avenida Amadeo Barbosa, no Segundo Distrito da capital.
Diante da fuga, foi solicitado o apoio de outras guarnições para realizarem abordagem segura ao veículo. Durante o acompanhamento, os suspeitos realizaram vários disparos de arma de fogo em direção as guarnições policiais.
A perseguição só terminou na Rua Beira Rio, no bairro Cidade Nova. O carro, que era conduzido por um motorista de aplicativo que havia sido sequestrado, parou de forma brusca, um dos suspeitos desceu do veículo com uma arma de fogo em punho e correu para uma aérea de mata às margens do Rio Acre, não sendo possível sua captura.
O Batalhão de Operações Especiais (BOPE), através da companhia ROTAM, participou da operação com o objetivo de prender os suspeitos armados.

Outros dois indivíduos identificados pelas iniciais, M.L.A. de S., de 23 anos, e J.C.J., de 27 anos, foram abordados e detidos. Ao questionarem sobre o motivo da fuga, os suspeitos informaram que tinham sequestrado o motorista de aplicativo e iriam obrigá-lo a ir até o bairro Seis de Agosto, onde iriam roubar uma caminhonete que já estava encomendada por um boliviano. Cada um receberia a quantia de R$ 2 mil assim que o veículo estivesse na Bolívia.
Os suspeitos ainda relataram aos policiais que uma das armas de fogo utilizada na ação criminosa havia sido jogada pela janela na avenida Amadeo Barbosa durante a fuga.
As guarnições voltaram ao local e, após buscas, localizaram uma pistola Taurus G2C calibre 9mm com sete munições intactas.
Diante da confirmação dos crimes de sequestro, tentativa de homicídio contra as guarnições e porte ilegal de arma de fogo, os criminosos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para que sejam tomadas as devidas providências cabíveis.
