Recentemente foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio – CNC pesquisa sobre o Índice de Confiança do Empresário do Comércio – ICEC, com referência ao mês de janeiro deste ano.
Esse índice é um indicador antecedente apurado entre os tomadores de decisão das empresas do varejo, cujo objetivo é detectar as tendências das ações empresariais do setor e apresenta dispersões entre zero e 200 pontos, sendo 100 pontos o nível base de satisfação. O ICEC é construído a partir de nove questões: as três primeiras compõem o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), comparam a situação econômica do país, do setor de atuação e da própria empresa em relação ao mesmo período do ano anterior; as três perguntas seguintes avaliam os mesmos aspectos, mas em relação ao futuro no curto prazo, e formam o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC). As últimas três perguntas compõem o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) e abordam questões mais específicas: expectativa de contratação de funcionários para os próximos meses; nível de investimentos em relação ao mesmo período do ano anterior; e nível atual dos estoques diante da programação de vendas. (CNC)
De acordo com as análises dos resultados pesquisados, o ICEC atingiu 104,9 pontos, indicando que o empresário do comércio está confiante nos resultados e estratégias, 0,8 pontos atrás dos resultados obtidos em dezembro de 2025. Mesmo assim, ainda maior do que o observado em novembro daquele ano, quando o índice atingiu 104,3 pontos.
O ano começou com otimismo para o comércio nacional, tendo tais índices se elevado a cada mês, desde outubro do ano passado, quando então começou a recuperar.
Questionados sobre o momento atual, afirmaram que têm uma expectativa positiva, mas ainda com desconfiança, notadamente pelo momento econômico de transição para as novas regras da reforma tributária, comparado com o mesmo período do ano anterior. Mesmo tendo-se elevado, o índice ficou abaixo dos 100 pontos, considerados satisfatórios.
Quanto às expectativas futuras de curto prazo, os índices atingiram 107,7 pontos, indicando que o momento econômico futuro será melhor do que o observado no período anterior, demonstrando confiança nos resultados da própria empresa, do setor e da situação econômica do País.
Por outro lado, a intenção de contratação de mão de obra não fora otimista, tendo reduzido se comparado aos meses de novembro e dezembro.
O mesmo reflexo pode ser observado na intenção de investimentos, tendo o indicador atingido 98,7 pontos, menor do que o observado em dezembro, demonstrando que o empresário do comércio está cauteloso com as questões de investimentos.
Ao analisar os dados do Acre relativos a janeiro deste ano, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) identificou que os empresários locais estão também confiantes com o momento atual, tanto no aspecto econômico quanto no setor e na própria empresa, tendo atingido 108,3 pontos, ficando abaixo do observado no mês anterior em 0,4 pontos. Mesmo com essa pequena retração, a avaliação do empresário do comércio na comparação com o mesmo período do ano anterior fora positiva.
Com relação às expectativas futuras de curto prazo, o índice atingiu 122,5. Tal resultado demonstra a confiança no negócio e nos resultados da economia a curto prazo.
Uma boa notícia quanto à análise dos dados é que os empresários pretendem contratar no decorrer dos próximos meses, investir, especialmente nos estoques, garantindo o giro dos produtos.
Tal índice aponta para uma redução dos preços, já que uma boa gestão dos estoques reduz os custos dos produtos, o que, consequentemente, será transferido para o consumidor.
“A medida em que as novas regras tributárias estejam aplicadas e as empresas adaptadas às novas exigências, a primeira observação será com a elevação ou redução da carga tributária, o que indicará os momentos futuros dos negócios e a respectiva formação de preços, contratações e investimentos”, afirma Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre.
Ascom Fecomércio/AC

