No bairro da Capoeira, em Rio Branco, uma festa particular tem se consolidado como ponto de encontro anual para moradores e familiares. Realizado há vários anos na residência de dona Rita, o chamado “Carnaval da Ritinha” reúne cerca de 70 pessoas por noite durante a quina carnavalesca e aposta em um formato que privilegia o convívio entre gerações.
A iniciativa surgiu por ideia de Laryssa, filha de dona Rita, que decidiu transformar a casa da mãe em espaço fixo para a celebração. O objetivo, segundo a família, é resgatar o Carnaval em ambiente familiar, modelo que, para os organizadores, tem se tornado menos comum nas grandes festas de rua.
A cada edição, tios, primos, sobrinhos, amigos próximos e vizinhos se reúnem para um encontro marcado por música, fantasias e comidas preparadas pelos próprios participantes. O evento também chama a atenção de quem passa pela rua e de novos moradores do bairro, que frequentemente acabam convidados a participar.
Sem patrocínio ou estrutura profissional, o Carnaval se mantém com organização doméstica e colaboração coletiva. A casa de dona Rita se transforma em espaço de confraternização, reforçando vínculos entre vizinhos e familiares.
Para Laryssa, manter a tradição é uma forma de preservar memórias e fortalecer laços. “A ideia é que as pessoas se sintam em casa”, afirma.
Em meio às grandes programações oficiais de Carnaval, a festa no bairro da Capoeira segue em escala reduzida, mas com público fiel. Para os participantes, o diferencial está justamente na proximidade, um Carnaval onde todos se conhecem pelo nome.

