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Bocalom diz que famílias retiradas de áreas alagadas só devem voltar para casa no fim de março, em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), informou, nesta segunda-feira, 2, que as famílias retiradas de áreas atingidas pela cheia do Rio Acre devem permanecer nos abrigos temporários até o fim de março. A orientação, segundo ele, leva em conta as oscilações no nível do manancial, que tem registrado variações nas últimas semanas.

De acordo com o gestor, a medida busca evitar que os moradores retornem às residências e precisem ser removidos novamente em caso de nova elevação do rio. “Não adianta retirar, depois ter que voltar, retirar, voltar. Cada vez que você mexe com a família, que tira os seus móveis de dentro de casa, começa a quebrar coisa”, declarou.

As pessoas afetadas estão sendo acolhidas em estruturas organizadas pelo município, entre elas o Parque de Exposições, que funciona como abrigo provisório. O local conta com atendimento voltado a crianças, adolescentes e também aos animais de estimação das famílias.

Bocalom afirmou que a prefeitura mantém equipes de assistência social e apoio logístico para garantir as condições de permanência no espaço. “Lá estão sendo bem cuidados, com muito zelo e carinho. Basta alguém visitar para ver a forma como nossas crianças e jovens são tratados. Pergunte para eles se querem sair do parque. Eles não querem”, disse.

O prefeito acrescentou que a prioridade da gestão é assegurar proteção e suporte às pessoas impactadas pelas enchentes. “Nossa função é exatamente isso: cuidar bem do ser humano. E estamos cuidando muito bem dos bichinhos que cada um tem. O nosso negócio sempre foi dar dignidade às pessoas que são afetadas pelas enchentes”, completou.

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