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Adufac repudia ataques homofóbicos, misóginos e capacitistas durante reunião na Ufac

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A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac), seção sindical do ANDES-SN, divulgou nota pública de solidariedade e repúdio após episódios de ataques homofóbicos, misóginos e capacitistas ocorridos durante reunião do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal do Acre, no dia 23 de fevereiro de 2026.

Segundo a entidade, as ofensas teriam sido proferidas por um docente da instituição contra as professoras Ana Letícia de Fiori e Roberta Garcia Alves, e os professores Saul Estevam Fernandes e Felipe dos Santos Durante, além de outras pessoas que participaram da assembleia. A Adufac classificou as declarações como “inaceitáveis e criminosas”.

Na nota, a diretoria da Adufac afirma que a direção do CFCH e a reitoria da Ufac não podem permitir que reuniões institucionais e salas de aula se tornem palco de agressões e difamações. A entidade destaca que os episódios ocorridos na assembleia expõem uma situação que, segundo o sindicato, se arrasta há cerca de dez anos sem providências concretas para assegurar a proteção física, moral e psicológica das pessoas atingidas.

O texto também menciona que o professor Francisco Bento da Silva teria sido alvo recente de calúnia e difamação. De acordo com a nota, por razões de segurança física e psicológica, ele tem se recusado a participar de reuniões ou outras atividades do CFCH na presença do docente acusado das agressões, que, segundo a Adufac, vem sendo sistematicamente protegido sob alegação de problemas de saúde mental.

A diretoria da associação classificou como gravíssimo o fato de as falas terem sido feitas em plena assembleia e, conforme a nota, estarem fundamentadas em argumentos “pseudocientíficos”, sem respaldo acadêmico. Para a entidade, o ambiente universitário deve ser pautado pelo debate científico, pelo respeito mútuo e pela defesa dos direitos fundamentais.

“A universidade não pode tolerar agressões que ferem a dignidade e a individualidade de professoras e professores”, afirma a Adufac no documento.

A nota também relembra que, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo ao julgar a ADO 26, aplicando dispositivos da Lei nº 7.716/1989. Em 2023, o STF reforçou que atos de homofobia dirigidos contra pessoas específicas podem ser enquadrados como injúria racial. Segundo a legislação, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

Ao final, a Adufac manifesta solidariedade irrestrita às pessoas ofendidas e reafirma o repúdio a qualquer forma de discriminação, violência moral ou preconceito no âmbito da universidade.

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