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Acre registra 265 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, no início de 2026

O estado do Acre notificou cerca de 265 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e confirmou duas mortes provocadas por vírus respiratórios na última semana de janeiro de 2026, no município de Feijó. Os óbitos envolvem uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos, que deram entrada na rede de saúde entre os dias 4 e 6 de janeiro.

Após análises laboratoriais, foi constatado que um dos casos teve infecção por influenza A e o outro por rinovírus. De acordo com a vigilância epidemiológica municipal, entre as amostras já examinadas, o vírus da influenza tem sido o agente mais frequente entre os pacientes diagnosticados com quadros graves.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) indicam que o número de notificações praticamente dobrou no início de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2025, até a mesma data, haviam sido registrados 133 casos de SRAG, evidenciando aumento significativo na demanda por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias.

Segundo o Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Acre está entre os estados da Região Norte que apresentam tendência diferente da observada em grande parte do país, onde há sinais de redução nas ocorrências. Além do Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia também estão em situação de atenção em relação ao avanço das doenças respiratórias.

Ainda conforme o levantamento, o aumento dos casos no Acre e no Amazonas está associado principalmente à circulação da influenza A, que tem atingido adolescentes, adultos e idosos, e ao vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por quadros mais graves em crianças pequenas.

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