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Acre fecha 2025 com desemprego de 6,6%, informalidade de 45,2% e rendimento médio de R$ 2.794, aponta IBGE

O Acre encerrou o ano de 2025 com taxa de desemprego de 6,6%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

O índice acreano ficou acima da média nacional, que foi de 5,6% — a menor já registrada na série histórica iniciada em 2012. No ranking das unidades da federação, o Acre aparece na 15ª posição entre as 27 UFs, considerando as menores taxas de desocupação.

A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, incluindo trabalho temporário e por conta própria. De acordo com o IBGE, é classificada como desocupada a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, são visitados cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Informalidade atinge 45,2% no estado

No Acre, o nível de informalidade no mercado de trabalho chegou a 45,2% em 2025, percentual superior à média brasileira, que ficou em 38,1%. O indicador inclui trabalhadores sem carteira assinada, por conta própria sem CNPJ e empregados sem contribuição previdenciária.

Entre os estados da Região Norte, o Acre apresentou uma das taxas mais elevadas de informalidade, atrás de Amazonas (50,8%) e Pará (58,5%).

Rendimento médio fica abaixo da média nacional

O rendimento médio mensal habitual do trabalhador acreano foi de R$ 2.794 em 2025. O valor ficou abaixo da média nacional, estimada em R$ 3.560.

No ranking nacional de rendimentos, o Acre aparece entre os estados com menor média salarial. O Distrito Federal lidera a lista, com R$ 6.320, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).

Ao comentar os resultados da Pnad Contínua, o analista do IBGE William Kratochwill destacou que a mínima histórica da taxa de desemprego no país em 2025 está relacionada ao dinamismo do mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real.

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