segunda-feira, 26 janeiro 2026

Volta às aulas aumenta risco de doenças entre crianças; médico explica como fortalecer a imunidade

Redação Folha do Acre

Convívio social intenso, mudanças climáticas e sistema imunológico em desenvolvimento explicam o aumento de gripes, resfriados e infecções no período escolar

Com o retorno às aulas, é comum que pais e responsáveis percebam um aumento nos quadros de gripes, resfriados e infecções gastrointestinais entre crianças. O fenômeno é esperado e tem explicação médica. Segundo o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Caio Rodrigues, a combinação entre maior contato social, mudanças no clima e a imaturidade do sistema imunológico infantil favorece o adoecimento nesse período.

“O ambiente escolar amplia o contato entre crianças e, com isso, a circulação de vírus e bactérias se torna mais intensa, principalmente entre os mais novos, que ainda estão desenvolvendo suas defesas naturais”, explica o especialista.

Além do convívio social, as transições climáticas comuns no início do ano também contribuem para o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias. “Mudanças de estação podem provocar infecções ou exacerbar quadros já existentes, como a asma”, alerta Caio Rodrigues.

Alimentação, sono e rotina fazem diferença

Para reduzir a frequência de adoecimentos, o médico destaca que o fortalecimento da imunidade passa por hábitos simples, mas essenciais no dia a dia das crianças. Alimentação equilibrada, hidratação adequada, sono de qualidade e prática de atividades físicas são pilares fundamentais.

“Vitaminas como A, C e D, além de minerais como ferro e zinco, têm papel direto no funcionamento do sistema imunológico. Uma alimentação balanceada impacta não apenas na prevenção de doenças, mas também no desenvolvimento físico e neurológico da criança”, afirma.

O sono também exerce papel decisivo. Crianças em idade escolar precisam dormir entre 9 e 11 horas por noite, mais do que os adultos. “Ter horário para acordar é importante, mas definir o horário de dormir é igualmente essencial para a imunidade”, reforça o médico.

Higiene e atenção aos sinais de alerta

No ambiente escolar, hábitos de higiene são aliados importantes para reduzir a transmissão de doenças. Lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto e cobrir a boca ao tossir ou espirrar são medidas simples e eficazes.

Embora gripes e resfriados sejam comuns, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. “Dificuldade respiratória, febre alta persistente, sintomas que não melhoram após sete dias ou sinais de desidratação exigem atenção imediata”, orienta Caio Rodrigues.

Para um retorno às aulas mais saudável, o médico recomenda que pais e responsáveis mantenham uma rotina organizada, incentivem hábitos saudáveis e fiquem atentos aos sinais do corpo da criança. “A prevenção começa em casa e se reflete no ambiente escolar”, conclui.

Fonte: Assessoria

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