Rio Branco concentrou a maior parte dos casos de aids registrados no Acre em 2024 e aparece entre as capitais brasileiras com as maiores taxas de detecção da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em dezembro de 2025. No período, a capital acreana contabilizou 114 casos, com taxa de detecção de 29,4 casos por 100 mil habitantes, índice significativamente superior à média estadual.
No mesmo ano, o Acre registrou 129 notificações de aids, o que indica que quase 90% dos casos ocorreram em Rio Branco, evidenciando a centralização da epidemia na capital. Em 2025, o número total de registros no estado caiu para 83 casos, apontando uma redução no volume absoluto, mas sem afastar os desafios relacionados ao controle da doença.
Os indicadores também revelam um cenário preocupante em relação à mortalidade. Entre 2014 e 2024, enquanto o Brasil registrou queda de 37% na taxa padronizada de mortalidade por aids, o Acre apresentou crescimento de 34,8%, figurando entre as quatro unidades da federação com aumento nesse indicador.
Outro dado que chama atenção é o crescimento da taxa de detecção no estado. Em uma década, o Acre registrou aumento de 65,9%, um dos maiores do país. Em 2024, a taxa estadual foi de 14,6 casos por 100 mil habitantes, enquanto Rio Branco praticamente dobrou esse valor, reforçando o papel da capital como principal foco da doença.
No ranking nacional, o Acre ocupa a 18ª posição em detecção e mortalidade por aids, considerando o período de 2020 a 2024, com taxa de detecção de 14,7 por 100 mil habitantes e taxa de mortalidade de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes.
