O cancelamento do Carnaval 2026 em Mâncio Lima tem gerado um desconforto político entre o prefeito do município, Zé Luiz, e o vice-prefeito Andisson Lima. A prefeitura estaria usando o argumento de que o atraso na entrega da obra no porto da Alameda das Águas teria ocasionado o cancelamento do Carnaval no local.
Diante da justificativa do prefeito, o vice decidiu se pronunciar, já que a empresa responsável pela obra é da esposa de Andisson. O pronunciamento do vice também serviu para esclarecer que a empresa não é dele, como havia sido noticiado por parte da imprensa do Juruá.
O vice-prefeito também contestou a responsabilidade da empresa pela demora, alegando inadimplência por parte do órgão responsável.
“Em primeiro lugar, quero dizer ao povo de Mâncio Lima que a empresa é da minha esposa, não é minha. O cara que fez a matéria está desinformado, não é no meu CPF. Em segundo lugar, a empresa não tem culpa nenhuma de ter atrasado a obra. A obra atrasou por falta de pagamento”, disse o vice-prefeito.
Andisso disse ainda que o Carnaval não vai acontecer em Mâncio Lima por decisão do prefeito, por falta de investimento.
“O Carnaval não vai acontecer em Mâncio Lima por uma decisão do prefeito. Eu, o prefeito e o secretário, todo mundo sentou e decidimos que não ia ter o Carnaval porque a prefeitura não tem condição de bancar duas festas em seguida uma da outra, essa é a verdade, então não adianta ficar jogando culpa para mim. A empresa está trabalhando todos os dias. Quando a chuva para, a empresa continua trabalhando. A empresa não foi notificada. É outra falta de verdade”, afirmou o vice.
A Prefeitura de Mâncio Lima ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos por parto do poder público municipal.
Seop de pronuncia sobre obra
Diante da declaração do vice-prefeito de que a empresa não teria recebido para finalizar a obra, a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) se pronunciou e afirmou que “não há qualquer pendência contratual relacionada à obra da Alameda das Águas” e que havia a “expectativa técnica de que a obra estivesse 100% concluída antes do período do Carnaval”.
