O Acre recebeu 9.432 solicitações de refúgio de cidadãos venezuelanos de 2013 a 2025, durante o governo do presidente Nicolas Maduro, na Venezuela.
Os dados divulgados pelo Observatório Nacional das Migrações Internacionais mostram ainda que, no mesmo período, 8.596 pedidos foram deferidos, evidenciando o reconhecimento, por parte do Estado brasileiro, de que esses migrantes fugiam de um cenário de grave e generalizada violação de direitos humanos.
Imagens de casais venezuelanos com filhos pequenos se tornaram comuns pelas ruas da capital Rio Branco. Os pontos mais procurados pelos venezuelanos são os semáforos, onde pedem ajuda aos motoristas. O abrigo para migrantes administrado pela Prefeitura de Rio Branco também ficou sobrecarregado após a chegada em massa dos venezuelanos ao Acre.
No território acreano, a maior parte das decisões de refúgio concedidas concentrou-se nos municípios de fronteira. Epitaciolândia respondeu por 7.905 reconhecimentos de refúgio, seguida por Rio Branco, com 348, e Assis Brasil, com 307 decisões favoráveis. Outros municípios também registraram concessões, ainda que em menor número, como Brasiléia, com 27 casos, Cruzeiro do Sul, com 7, e Feijó, com 2. O total de 8.596 decisões positivas reforça a avaliação oficial de que a maioria desses venezuelanos deixou o país em razão de um contexto de graves violações de direitos humanos.
