Uma imagem que circula amplamente nas redes sociais nesta semana afirma que o Banco do Brasil teria perdido R$ 13,5 bilhões em valor de mercado e sido excluído do ranking das 500 maiores marcas do mundo. O conteúdo, divulgado em formato de vídeo curto, associa o suposto desempenho negativo a um contexto político e econômico mais amplo, utilizando linguagem de impacto e elementos visuais que reforçam a ideia de crise.
A publicação rapidamente ganhou tração em plataformas como Instagram e X, provocando reações polarizadas entre usuários. Enquanto parte do público interpreta a informação como evidência de enfraquecimento institucional, outros questionam a precisão dos dados apresentados e a ausência de fontes explícitas na peça.
Especialistas em comunicação digital ouvidos pela reportagem apontam que esse tipo de conteúdo segue um padrão recorrente nas redes: títulos fortes, números expressivos e associação direta entre fatos econômicos e cenários políticos. “Essas peças são desenhadas para capturar atenção imediata. Muitas vezes, misturam dados reais, recortes fora de contexto e interpretações subjetivas”, afirma um pesquisador de mídia da região Norte que preferiu não ser identificado.
Até o momento, não há confirmação oficial, em canais institucionais ou relatórios públicos recentes, de que o Banco do Brasil tenha sido formalmente “expulso” de rankings globais de marcas ou que a perda mencionada corresponda a um dado consolidado. Rankings internacionais, como os elaborados por consultorias especializadas em valor de marca, costumam ser divulgados anualmente e seguem metodologias próprias, que variam de acordo com critérios de mercado, percepção de consumidores e desempenho financeiro.
Procurado, o Banco do Brasil não se manifestou até o fechamento desta edição. Em comunicados anteriores, a instituição tem reiterado que acompanha indicadores de mercado e que variações no valor de ações e na posição em rankings fazem parte da dinâmica natural do setor financeiro.
O episódio evidencia o impacto crescente das redes sociais na formação de opinião pública sobre temas econômicos. Em um ambiente de alta polarização, informações fragmentadas podem ganhar contornos de verdade absoluta em poucas horas. Para analistas, o caso reforça a importância de checagem de dados e de leitura crítica por parte do público.
Mais do que um retrato definitivo da situação de uma instituição centenária, a imagem viral funciona como termômetro do clima político e da forma como debates econômicos têm sido travados no espaço digital: rápidos, intensos e, muitas vezes, sem o lastro completo de contexto e fontes.

