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Policial acusado de matar mulher em acidente na Estrada Dias Martins vai a júri popular

Por Por Mirlany Silva, da Folha do Acre 08/01/2026 11:21 Atualizado em 08/01/2026 11:38
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O policial militar Alan Melo Martins será levado a júri popular na próxima segunda-feira, 12, acusado de homicídio doloso e tentativa de homicídio doloso em decorrência de um grave acidente de trânsito ocorrido em maio de 2019, na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas de Rio Branco. O caso resultou na morte de Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, e deixou seu esposo, José da Silva e Silva, gravemente ferido.

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De acordo com as investigações, Silvinha e o marido trafegavam em uma motocicleta quando foram atingidos na traseira pelo carro conduzido pelo policial militar. Com a força da colisão, os três envolvidos ficaram feridos e foram socorridos ao Pronto Socorro da capital. Apesar de ter recebido atendimento médico, Silvinha não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia seguinte ao acidente.

Laudos periciais anexados ao processo indicaram que o veículo dirigido por Alan Melo Martins estava em alta velocidade no momento da colisão, estimada em aproximadamente 130 km/h, em um trecho onde o limite permitido era de 40 km/h. Testemunhas ouvidas durante a investigação também relataram que o carro trafegava acima da velocidade normal instantes antes do impacto.

Outro ponto apurado foi o possível consumo de bebida alcoólica pelo policial no dia do acidente. Embora o acusado negue a ingestão de álcool, testemunhas afirmaram que ele teria consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Segundo o Ministério Público do Acre (MPAC), Alan teria ingerido cerca de 30 garrafas de cerveja, versão que é contestada pela defesa.

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Com base nas provas reunidas, o MPAC denunciou o policial por homicídio doloso, pela morte de Silvinha, e por tentativa de homicídio doloso, em relação ao marido da vítima. A denúncia foi aceita pela Justiça em 12 de junho de 2019.

O julgamento será realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e terá como representante do Ministério Público o promotor Efrain Mendoza. A expectativa é que o júri dure pelo menos dois dias.

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