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Operação “Casa Maior”: 15 integrantes do CV foram presos no Acre e outros estados

A Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), deflagraram na manhã desta terça-feira, 13, uma megaoperação para desarticular as principais estruturas do Comando Vermelho no estado. Os resultados da ofensiva foram apresentados em coletiva de imprensa pelas instituições responsáveis pela investigação.

Batizada de Operação Casa Maior, a ação cumpriu mais de 100 ordens judiciais, entre 62 mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pela organização criminosa. As diligências ocorreram no Acre — nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul — e também em Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A operação mobilizou mais de 120 policiais civis e servidores do Ministério Público, com atuação da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio direto do Gaeco.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, a ofensiva é resultado de um trabalho investigativo longo e minucioso, iniciado há cerca de dois anos, que reuniu provas robustas sobre a estrutura hierárquica, o controle financeiro e o processo decisório interno da facção.

Durante a ação, 15 pessoas foram presas até o momento. Também foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie — mais de R$ 27 mil —, além de uma arma de fogo e munições. As diligências seguem em andamento, e o número de presos pode aumentar.

O delegado Saulo Macedo afirmou que o inquérito revelou um amplo espectro de crimes, incluindo tráfico de drogas, extorsões contra comerciantes, cobrança de supostas “taxas de segurança” e participação em homicídios antigos, especialmente na região central de Rio Branco. Parte do material apreendido deverá subsidiar novos inquéritos.

Já o coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais Especiais (Deic), Pedro Paulo Buzolin, ressaltou o impacto da operação no enfraquecimento das lideranças e no bloqueio do fluxo financeiro que sustentava as atividades criminosas.

Os presos estão sendo encaminhados para audiências de custódia e permanecem à disposição da Justiça.

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