Após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) sobre o uso de “emendas Pix” em shows, o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, afirmou que recebeu agentes da PF em sua residência na manhã desta quinta-feira, 29, e negou qualquer irregularidade na aplicação de recursos públicos durante sua gestão. Segundo ele, apenas um aparelho celular foi apreendido, e os investigadores não encontraram dinheiro em sua casa.
“O que eu posso confirmar é que não tem nada de irregular, está tudo normal, isso vai ser esclarecido”, declarou Mazinho.
Mazinho foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Graco, deflagrada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação apura supostas irregularidades na contratação de shows musicais financiados com recursos de “Emendas Pix”, no valor aproximado de R$ 912 mil.
De acordo com a PF, a apuração busca identificar possíveis crimes de desvio de finalidade, fraude em licitação e lavagem de dinheiro na aplicação dos recursos federais. No total, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Acre e no Distrito Federal.
No vídeo, o ex-prefeito afirmou que os gastos com a Expo Sena ocorreram dentro da legalidade e teriam sido discutidos com o Ministério Público à época. Ele também destacou que o evento teria arrecadado recursos para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e que a prefeitura aplicou verbas públicas em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
“Uma prefeitura não funciona sem dinheiro público, e o dinheiro foi gasto em todas as áreas, inclusive cultura, mas também com saúde, educação, ramais e maquinário”, afirmou Serafim.
Mazinho disse ainda que pretende prestar esclarecimentos à imprensa e às autoridades e criticou julgamentos antecipados. “Muitas vezes, as pessoas julgam sem saber da verdade. Quem me conhece sabe da minha índole”, declarou.
As “emendas Pix” são uma modalidade de repasse direto de recursos federais a estados e municípios, sem necessidade de convênios prévios, o que tem sido alvo de fiscalização por órgãos de controle devido a riscos de falta de transparência na aplicação dos recursos.
A Polícia Federal e a CGU não divulgaram mais detalhes sobre a investigação, que segue em andamento. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

