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“Não houve intervenção, os Estados Unidos prenderam um criminoso”, diz Bittar sobre Maduro

O senador Márcio Bittar (PL) afirmou que a recente ação dos Estados Unidos na Venezuela não se tratou de uma intervenção internacional, mas sim da prisão de um criminoso procurado internacionalmente. A declaração foi feita ao comentar a queda de Nicolás Maduro e os desdobramentos políticos e judiciais do caso.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma ação semelhante ocorrer em território brasileiro, o senador descartou a hipótese e criticou a forma como parte da imprensa tem tratado o episódio. “Não houve intervenção. O que os Estados Unidos fizeram foi prender um criminoso”, afirmou.

Segundo Bittar, Maduro já era alvo de investigações fora da Venezuela. “O Maduro era procurado internacionalmente por denúncia de tráfico de drogas”, disse.

Para o parlamentar, o ex-presidente venezuelano deverá agora responder judicialmente pelas acusações. “Vocês vão ver agora, ele vai ter que abrir tudo aquilo que ele fez, tudo aquilo que a Venezuela fez, no julgamento em Nova Iorque”, declarou.

Bittar classificou a Venezuela como um “narco-estado”, associando o país ao crime organizado internacional. “A Venezuela virou um narco-estado, ela protege narco-terrorismo, ela enfia dentro dos Estados Unidos droga que mata milhares de pessoas”, afirmou. “Donald Trump fez isso no interesse norte-americano, combatendo o narco-tráfico da América Latina, que mata milhares de pessoas nos Estados Unidos”, completou.

O senador também destacou os impactos da crise humanitária venezuelana, especialmente no fluxo migratório. “A Venezuela tem um quarto da população fora do país, inclusive aqui no Acre”, afirmou.

Em comparação, Bittar disse que, se a situação fosse semelhante no Brasil, o número de pessoas deslocadas seria expressivo. “Se fosse no Brasil, seriam 50 milhões de brasileiros fugindo da fome, da miséria, da perseguição e da tortura”, declarou.

Bittar ainda mencionou a falta de reconhecimento internacional da eleição de Maduro. Segundo ele, nem mesmo aliados políticos reconheceram o resultado. “Até mesmo o governo do PT, que é amigo do Maduro, que ajudou na campanha, não reconheceu a eleição do Maduro”, afirmou.

Para o senador, a ilegitimidade do ex-presidente venezuelano é consenso internacional. “O mundo inteiro, inclusive o PT do Brasil, não reconheceu a eleição. Portanto, ele estava ilegítimo”, concluiu.

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