Motoristas de ônibus paralisam transporte coletivo em Rio Branco em protesto por salários atrasados

Redação Folha do Acre

Cerca de 200 motoristas de ônibus da empresa Ricco Transportes realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira, 9), no Terminal Urbano de Rio Branco, e paralisaram o sistema de transporte coletivo da capital por aproximadamente uma hora. A manifestação ocorreu nas primeiras horas do dia e afetou linhas que atendem diferentes regiões da cidade.

De acordo com os trabalhadores, a paralisação foi motivada pelo atraso no pagamento de salários e benefícios, situação que, segundo a categoria, vem se arrastando desde o fim de dezembro do ano passado. Entre os valores em atraso estão salários, férias e benefícios como vale-refeição e outros auxílios.

Segundo os motoristas, o movimento foi organizado de forma coletiva como uma paralisação de advertência, e uma nova interrupção do serviço já estava programada caso não haja avanço nas negociações.

Motoristas param atividades/Foto: Aline Pontes/Rede Amazônica

Em nota ao g1 Acre, a Prefeitura de Rio Branco informou que foi formada uma comissão para tratar da situação e que negociações estão em andamento com a empresa responsável pelo transporte coletivo. “No momento, não há informações concretas. As tratativas sobre a resolução dessas questões estão em andamento”, informou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), Antônio Neto, afirmou que a categoria decidiu pela paralisação após sucessivas promessas não cumpridas de pagamento. “Estava combinado de sair dia 7, não saiu. Estava combinado de sair ontem [8], não saiu. E aí a categoria decidiu fazer essa paralisação de advertência hoje [9]”, declarou.

Segundo o sindicalista, a empresa alega dificuldades financeiras devido à falta de repasse do subsídio, mas a responsabilidade não pode recair sobre os trabalhadores. “A empresa alega que não tem como pagar porque não está sendo feito o repasse do subsídio. Mas isso não é competência nossa. Essa parte é entre empresa e prefeitura. A gente está aqui para reivindicar o direito do pagamento do trabalhador”, destacou.

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