O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado, 24, que o Brasil precisa se proteger da influência do movimento antivacina que tem ganhado força na América do Norte. Segundo ele, a postura negacionista não deve “contaminar o povo brasileiro” e a vacinação segue sendo a principal estratégia para proteger a população.
“A gente tem que proteger o povo brasileiro dessa postura antivacina que acontece com muita força hoje na América do Norte e que não pode contaminar o povo brasileiro. A gente precisa manter essa vigilância, proteger o povo brasileiro e a melhor forma é a gente se vacinar”, declarou o ministro.
Padilha também afirmou que o país tem avançado no combate ao negacionismo e na retomada das campanhas de imunização. “O Brasil está vencendo a guerra contra o negacionismo antivacina”, disse.
A fala ocorre em meio a debates nos Estados Unidos após o presidente Donald Trump indicar Robert F. Kennedy Jr. para assumir a Secretaria de Saúde e Serviços Humanos. Kennedy Jr. tem histórico de declarações contra vacinas e já defendeu, sem base científica, que imunizantes infantis estariam ligados ao autismo. Ele também afirmou que a gripe espanhola e o HIV teriam origem em pesquisas de vacinas e divulgou informações falsas sobre as vacinas contra a Covid-19.
Durante uma audiência no Senado norte-americano, Kennedy Jr. declarou que não é contra vacinas ou a indústria farmacêutica, mas que seria “pró-segurança”, reforçando críticas aos processos de imunização.

