A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado pediu, neste sábado, 3, que o também oposicionista Edmundo González Urrutia assuma o poder da Venezuela “imediatamente”, após a prisão do presidente Nicolás Maduro anunciada pelo governo dos Estados Unidos. A manifestação foi feita por meio de uma nota pública divulgada nas redes sociais.
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina afirmou que o país vive um momento decisivo e classificou o cenário atual como o início de uma transição democrática. “Chegou a hora da liberdade”, declarou. Segundo ela, Maduro passa a enfrentar a Justiça internacional por crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outros países.
Na nota, a líder oposicionista afirmou que, diante da recusa de Maduro em aceitar uma solução negociada, os Estados Unidos cumpriram o que chamou de compromisso com o cumprimento da lei. “Nicolás Maduro agora enfrenta a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de muitas outras nações”, escreveu.
María Corina defendeu que o poder seja transferido a Edmundo González, a quem ela se refere como presidente legitimamente eleito. “Daqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante-em-chefe das Forças Armadas Nacionais”, afirmou.
Ainda segundo a oposicionista, o novo governo teria como prioridades a restauração da ordem institucional, a libertação de presos políticos e a reunificação de famílias separadas pela migração. “Restauraremos a ordem, libertaremos os presos políticos, construiremos uma nação excepcional e traremos nossos filhos de volta para casa”, destacou.
A líder também convocou a população a permanecer mobilizada durante o processo de transição. “Estamos preparados para exercer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que a transição democrática se concretize”, disse.
Na mensagem, María Corina fez um apelo direto aos venezuelanos que vivem fora do país, pedindo apoio internacional. “Precisamos que vocês se mobilizem, mobilizando governos e cidadãos do mundo e engajando-os agora na grande operação de construção da nova Venezuela”, escreveu.
A nota foi encerrada com um tom de esperança e apelo à união nacional. “Nestas horas decisivas, recebam toda a minha força, minha confiança e meu carinho. A Venezuela será livre”, concluiu.
