Levantamento mostra mudanças no perfil das vítimas, com aumento de casos entre mulheres e menores de idade
O Acre registrou praticamente o mesmo número de pessoas desaparecidas nos últimos dois anos, com 412 casos em 2024 e 413 em 2025. A variação foi mínima, de apenas 0,24%, mantendo a taxa em torno de 46 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes.
Embora o total tenha se mantido estável, os recortes revelam mudanças importantes. Entre os homens, houve queda de 248 para 238 registros. Já entre as mulheres, o número subiu de 139 para 156. Os casos sem informação de gênero caíram de 25 para 19.
A análise por faixa etária mostra que os adultos tiveram redução, passando de 270 para 258 ocorrências. Em contrapartida, os desaparecimentos de crianças e adolescentes de até 17 anos cresceram de 122 para 145, indicando aumento expressivo entre os menores de idade.
O calendário de 2025 também expõe meses mais críticos. Novembro concentrou 35 registros, seguido por outubro, com 45, e dezembro, com 43. Esses três períodos se destacaram como os de maior incidência, superando a média mensal do ano.
Os números revelam que, mesmo sem crescimento significativo no total, há mudanças no perfil das vítimas. A maior presença de mulheres e jovens entre os desaparecidos sugere novas dinâmicas sociais que precisam ser observadas.
A pesquisa foi realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com base nos dados enviados pelas secretarias estaduais ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
