O estado do Acre perdeu mais habitantes do que conseguiu atrair entre 2017 e 2022. Dados do Censo Demográfico revelam que 110,5 mil acreanos vivem em outras partes do país, enquanto apenas 71,3 mil pessoas vindas de fora decidiram se estabelecer aqui. O déficit migratório evidencia a dificuldade do Poder Público em manter residentes.
Grande parte dos que saem busca oportunidades na vizinhança. Rondônia concentra 27,2% de migrantes, seguido pelo Amazonas, com 24,5%, e Mato Grosso, com 6,3%. O deslocamento reflete a procura por trabalho, estudo e melhores condições de vida.
Do outro lado, quem chega ao Acre vem sobretudo do Norte. Amazonenses representam 39% dos recém-chegados, seguidos por moradores de Rondônia (13%) e do Paraná (7,3%). A proximidade geográfica ajuda a explicar a intensidade desses fluxos.
O levantamento também mostra que a região tem o maior percentual de residentes nascidos em países estrangeiros, chegando a 0,9% da população. Na faixa de fronteira amazônica, a presença de bolivianos, peruanos e venezuelanos reforça a influência internacional sobre os movimentos populacionais.
Em síntese, os números do Censo indicam que o estado continua sendo mais de saída do que de chegada. A perda de habitantes, somada à entrada limitada de novos moradores, evidencia os desafios para manter jovens e trabalhadores ocupados em sua terra natal.
