A polêmica iniciou quando Edinaldo Muniz, juiz aposentado que hoje atua como motorista de aplicativo e se apresenta nas redes sociais como advogado e vereador voluntário, transmitiu ao vivo um comboio da Polícia Civil voltando para a sede da instituição em Rio Branco.
A cena, exibida na madrugada desta terça (13/1) em seu perfil no Instagram, mostrou veículos oficiais e agentes em movimento, enquanto o ex-magistrado insistia em obter informações sobre o que acontecia.
Ao seguir os carros e filmar placas e rostos de policiais, Muniz sugeriu que “se tratava de uma ação sigilosa”. E era mesmo. A operação “Casa Maior” cumpriu mais de 100 mandados contra integrantes do Comando Vermelho (CV) e provocou a ira imediata dos seguidores que acompanhavam as imagens.
Nos comentários, muitos apontaram imprudência e falta de responsabilidade.
O repórter fotográfico Diego Gurgel destacou que “investigações de meses foram expostas em uma live”. O vendedor Rodrigo Oliveira afirmou que “a iniciativa prejudicou ao invés de ajudar”.
O corretor de imóveis Sálvio Carlos Nascimento lembrou que “operações dependem de sigilo” e citou casos em que “criminosos escaparam justamente por informações vazadas”.
Outros internautas reforçaram a crítica. Geisse Araújo disse que “mostrar rostos e placas favorece o crime”. Glenna Suzuki avaliou que “a vontade de aparecer superou o bom senso”.
Wilson Albuquerque considerou a transmissão “uma irresponsabilidade” e defendeu que “órgãos como Polícia Civil, Ministério Público e até a OAB se manifestem sobre o episódio”.
A insatisfação registrada nas redes sociais mostra que parte da população espera maior prudência e equilíbrio em situações que envolvem segurança coletiva. A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o caso.
Após a repercussão negativa, Edinaldo Muniz resolveu retirar o conteúdo do ar, mantendo apenas uma versão reduzida da live que não expõe o rosto dos agentes e nem as placas de identificação dos veículos envolvidos no inquérito.
