Órgão federal destaca trajetória de Arthur Meirelles na defesa dos povos indígenas isolados do Acre
O acreano Arthur Figueiredo Meirelles, de 43 anos, morreu na última quinta (8/1) em Goiânia, após não resistir às complicações de queimaduras que atingiram 70% do corpo durante uma explosão em seu apartamento.
Internado desde 27 de dezembro na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), ele permaneceu sedado e sob ventilação mecânica até o agravamento do quadro clínico.
A morte de Arthur Meirelles, que já havia mobilizado familiares e amigos em campanhas solidárias para reconstrução do imóvel e apoio ao tratamento, ganhou repercussão em todo o país.
Em nota oficial de pesar, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ressaltou a passagem do ativista como ex-coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Envira, no Acre, destacando que “sua atuação reflete um compromisso ético com os direitos humanos e a defesa da dignidade dos povos indígenas”.
Durante os anos em que administrou a unidade, ele se dedicou à proteção de comunidades isoladas e à defesa da vida em territórios vulneráveis da Amazônia. A fundação reconheceu que sua contribuição permanece como parte da história institucional e como exemplo de responsabilidade e compromisso.
Ao encerrar a nota, a Funai expressou solidariedade aos familiares e amigos, afirmando que “as lembranças, os ensinamentos e os vínculos construídos ao longo de sua caminhada permanecem como fonte de conforto e homenagem à sua memória”.
