sábado, 10 janeiro 2026

Funai reconhece legado de ativista acreano morto após explosão em Goiânia

Por André Gonzaga, da Folha do Acre

Órgão federal destaca trajetória de Arthur Meirelles na defesa dos povos indígenas isolados do Acre

O acreano Arthur Figueiredo Meirelles, de 43 anos, morreu na última quinta (8/1) em Goiânia, após não resistir às complicações de queimaduras que atingiram 70% do corpo durante uma explosão em seu apartamento.

Internado desde 27 de dezembro na UTI do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), ele permaneceu sedado e sob ventilação mecânica até o agravamento do quadro clínico.

A morte de Arthur Meirelles, que já havia mobilizado familiares e amigos em campanhas solidárias para reconstrução do imóvel e apoio ao tratamento, ganhou repercussão em todo o país.

Em nota oficial de pesar, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ressaltou a passagem do ativista como ex-coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Envira, no Acre, destacando que “sua atuação reflete um compromisso ético com os direitos humanos e a defesa da dignidade dos povos indígenas”.

Durante os anos em que administrou a unidade, ele se dedicou à proteção de comunidades isoladas e à defesa da vida em territórios vulneráveis da Amazônia. A fundação reconheceu que sua contribuição permanece como parte da história institucional e como exemplo de responsabilidade e compromisso.

Ao encerrar a nota, a Funai expressou solidariedade aos familiares e amigos, afirmando que “as lembranças, os ensinamentos e os vínculos construídos ao longo de sua caminhada permanecem como fonte de conforto e homenagem à sua memória”.

Publicidade