Trabalhadores terão direito a garantias legais; balanço corresponde ao número de resgatados em 2025
O Acre encerrou o ano com 19 pessoas retiradas de situações análogas à escravidão. O dado foi confirmado nesta quinta (29/1) pelo superintendente regional do Trabalho, Leonardo Lani de Abreu. “Desde a criação, em 1995, do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, houve o resgate de 65.598 trabalhadores no Brasil e 263 no estado”, afirmou.
Todos os trabalhadores resgatados têm direito ao Seguro-Desemprego especial, com três parcelas de um salário mínimo, além de outras garantias previstas em lei. O gestor destacou que o enfrentamento é contínuo e que já reativou o Projeto Local de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo. Para 2026, estão previstas sete novas fiscalizações por aqui.
Embora o Acre figure entre os estados que registraram menos ocorrências, o número revela que a prática persiste e se adapta. Em 2025, foram realizadas 2.772 operações de fiscalização no país, das quais 1.549 tiveram como foco direto o combate ao trabalho escravo contemporâneo.
Essas ações resultaram em mais de R$ 9 milhões pagos em verbas rescisórias, garantindo direitos básicos aos trabalhadores explorados. Além disso, mais de 48 mil pessoas foram atendidas pelas equipes, muitas delas em condições precárias de segurança ou sem registro formal, irregularidades corrigidas durante as inspeções.
A maioria dos resgates ocorreu em áreas urbanas, representando 68% dos casos, enquanto 32% foram identificados em zonas rurais. A mudança de perfil mostra que o problema deixou de ser restrito a fazendas e regiões isoladas, alcançando cidades e atividades ligadas à construção civil, extração de pedras, cultivo de café e até o trabalho doméstico.
