Entregue a própria sorte. Desassistido enquanto os diretores curtem o recesso de final de ano. É assim que se encontra o hospital de Feijó após
os diretores geral, de assistência e administrativo viajarem e deixarem a unidade sem comando. Esta é a denúncia que chegou à reportagem da Folha do Acre na manhã deste sábado (3), feita em off por servidores do hospital que não querem ser identificados por temer retaliações.
Segundo os servidores, o centro cirúrgico do hospital de Feijó está há três dias sem médico auxiliar e não há sequer para quem ser cobrada uma solução para o grave problema já que o hospital está sem diretores.
A situação do centro cirúrgico sem médico compromete a realização segura de procedimentos e aumenta a pressão sobre a equipe que permanece em atividade.
“Estamos contando com a sorte”, relatou um servidor, sob condição de anonimato.
Outro funcionário afirmou que o hospital funciona de forma improvisada e sem referência clara de comando.
“Quando chove, molha mais dentro do que fora. Não há gerente, não há direção presente, não há quem decida”, disse.
Os relatos apontam ainda para um clima de medo entre os trabalhadores, que evitam formalizar denúncias por receio de perseguição administrativa.
“Já pensei em denunciar, mas tenho medo das consequências”, afirmou uma das fontes.
