Previsão indica acumulados acima de 80 mm; Norte terá temporais mais fortes no Amazonas e Pará
Depois da cheia que marcou a virada de 2025 para 2026, o Acre deve enfrentar uma semana de chuvas constantes, com volumes superiores a 80 milímetros até a próxima segunda (19/1), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Quando o acumulado chega a esse patamar, significa que há risco de enchentes em áreas ribeirinhas ou com drenagem precária.
O alerta é ainda mais relevante porque o nível de rios e igarapés já estão elevados após o efeito das cheias do início do ano, aumentando a preocupação com transbordamentos. Enquanto vizinhos como Amazonas e Pará terão temporais que podem ultrapassar 150 mm, a expectativa é de chuvas distribuídas de forma homogênea por aqui.
A previsão também aponta que a umidade relativa do ar permanecerá elevada no estado, em contraste com áreas de Roraima e Tocantins, onde os índices podem cair para 30% ou 40%. Essa diferença reforça o papel da Amazônia ocidental como fonte de umidade que alimenta outras partes do país.
Em linhas gerais, o Norte seguirá como palco de contrastes, com tempestades volumosas em alguns pontos e estiagem localizada em outros. Para a população acreana, o traço dominante será a constância das chuvas, que podem tanto proteger contra a seca quanto renovar a preocupação de quem vive às margens dos rios.
