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Cesta básica em Rio Branco registra redução em janeiro de 2026, aponta pesquisa

Pesquisa aponta que produtos da cesta básica são mais baratos nos Armazéns da Família. Foto: Pedro Ribas/SMCS

A Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), revelou que o custo médio da cesta básica em Rio Branco apresentou redução de 5,18% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, passando de R$ 671,81 para R$ 636,99.

O levantamento considera os preços para consumo doméstico de 15 produtos alimentícios essenciais, comercializados em supermercados da capital acreana, e tem como finalidade demonstrar a necessidade financeira das famílias de baixa renda para prover alimentação básica mensal para até três pessoas adultas, ou duas adultas e duas crianças.

Na análise comparativa de médio prazo, que contempla o período de outubro de 2025 a janeiro de 2026, o custo da cesta básica apresentou queda acumulada de 4,31%, resultado considerado favorável ao poder de compra da população de menor renda em Rio Branco.

Entre os itens que mais contribuíram para a redução observada no período, destacam-se o leite longa vida, que apresentou queda acumulada de 32,14%, a batata inglesa, com redução de 25,61%, o café em pó, com retração de 16,10%, e a margarina, que registrou queda de 12,51% entre outubro de 2025 e janeiro de 2026.

Na comparação específica entre os meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o estudo aponta redução nos preços da batata, da carne bovina, do leite longa vida, do feijão, do arroz e da farinha, contribuindo diretamente para a diminuição do custo total da cesta. Nesse intervalo, a redução foi de 5,18%, representando um alívio imediato no orçamento das famílias.

Em termos absolutos, a redução registrada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 corresponde a uma economia de R$ 34,82 no custo mensal da cesta básica em Rio Branco.

Apesar das reduções, alguns itens apresentaram elevação pontual de preços no período recente, como o macarrão, que teve alta expressiva de 70,74% entre dezembro e janeiro, e o tomate, que registrou aumento de 63,90% no mesmo intervalo, reflexo de fatores sazonais e de oferta.

De acordo com o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, “o comportamento dos preços observado no início de 2026 indica um cenário de estabilidade com tendência de alívio no custo alimentar, reforçando a importância do acompanhamento sistemático da cesta básica como instrumento de análise econômica e social”, afirmou Garó.

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